sábado, 29 de novembro de 2008 |

domingo, 16 de novembro de 2008 |

Uma moça andando pela rua começa a passar mal, sentindo dores por todo o corpo, com a cabeça quase explodindo de tanta dor. Um senhor já de idade querendo ajudar pergunta o que ela tem e a moça responde:
- Monografia senhor! Estou sofrendo desse mal há mais de 6 meses e estou com os dias contados. Tenho menos de duas semanas.
- E como a senhora deixou essa doença lhe corroer por tanto tempo sem pedir socorro médico?
- O único remédio capaz de curar são os comprimidos de tempo, mas o produto está esgotado em todo o planeta Terra sem previsão de resposição do estoque. Agora só me resta fazer o que ela manda e esperar. O problema é que a doença exige muito de nós. Nos força a ficar sem dormir, sem comer, o que agrava mais o estado do enfermo.
- Entendo... E agora? O que a senhora fará?
- Ou eu a mato ou morro!
- Meu Deus! Então o caso é grave assim?
- É sim senhor!
- E como a senhora a matará?
- Vencendo-a pelo cansaço. A doença é forte, mas preciso provar que sou mais forte ainda, caso contrário...
- Caso contrário o que?
- Eu morro! Morro de monografia!
- Meu Deus! E alguém nesse mundo já morreu de monografia?
- Que eu saiba não senhor. Espero não ser a primeira e acabar saindo no programa do Datena como "A moça que morreu de monografia"
- Então se cuide moça! Mate-a o quanto antes!
- É o que pretendo senhor. Aliás... Estou indo nesse momento para a Unidade de Monografia Intensiva instalada em meu quarto...
- Então boa sorte senhorita!
- Muito obrigada! Irei mesmo precisar!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008 |

Meu querido diário tá começando a ser visitado então, aproveito para divulgar o evento que a nossa equipe de CIM da AIESEC está desenvolvento. Segue abaixo um release detalhado.

13/11/08
Campanha incentiva doação voluntária de sangue

Finalidade é aumentar estoque de bolsas do Hemocentro para enfrentar período de crise

Com o objetivo de arrecadar bolsas de sangue para o Hemocentro de Goiás, a AIESEC, organização internacional de jovens voluntários, promove a campanha "Dia do Sangue Bom/ Não basta só vestir a camisa, vamos doar o sangue!". O evento ocorrerá na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) no dia 29 de novembro. A meta é conscientizar a sociedade goiana sobre a importância da doação de sangue voluntária como meio de promoção da cidadania.
A unidade móvel do Hemocentro estará estacionada no pátio do prédio da Acieg para fazer as coletas entre 8 horas e 16 horas do sábado. O ônibus é equipado para atender quatro doadores simultaneamente e o processo de doação dura cerca de 15 minutos. O objetivo da AIESEC é arrecadar 120 bolsas de sangue durante o dia. São parceiros da organização no "Dia do Sangue Bom" a Acieg e as Faculdades Alfa.

Queda nas doações

Os bancos de sangue vêm de um período crítico de desabastecimento. A campanha de vacinação contra a rubéola refletiu no volume de doações de sangue, já que a vacina impede a doação por cerca de um mês. De acordo com dados do Hemocentro, que é responsável pelo atendimento das unidades do Sistema Único de Saúde em Goiânia, o número de doações no órgão caiu 50% desde a campanha de vacinação. Atualmente, arrecadam-se de 50 a 60 bolsas de sangue diariamente, enquanto o volume ideal varia entre 120 e 150 doações por dia.
A proximidade das férias escolares e dos feriados de final de ano também são motivos de preocupação. A demanda por bolsas de sangue aumenta significativamente nesses períodos. A escolha do último sábado de novembro foi estratégica, justamente para abastecer o estoque do Hemocentro no início do momento crítico.

AIESEC

A AIESEC é uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade. Isto é, a AIESEC é uma organização internacional, sem fins lucrativos, com o objetivo de formar líderes capacitados e com uma visão global, conscientes das diferenças culturais existentes.
No Brasil, a AIESEC possui 18 comitês locais e 10 extensões – entre elas o escritório de Goiânia. São mais de 1600 membros voluntários e cerca de cem organizações parceiras em todo o país. A AIESEC também é responsável por cerca de 300 intercâmbios ao ano.

Serviço
Evento: "Dia do Sangue Bom/ Não basta só vestir a camisa, vamos doar o sangue!"
Data: 29 de novembro
Local: Sede da Acieg, rua 14, N.° 50 – Setor Oeste

Informações
Larissa Lessa - assessoria de imprensa
(62) 9941 8108 - imprensa.aiesec@gmail.com

Jornalista responsável
Juliane Souto
MTB 2164

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Meu querido diário tá começando a ser visitado então, deixo de falar de mim e aproveito para divulgar o evento que a nossa equipe de Comunicação, Gestão da Informação e Marketing da AIESEC em Goiânia está desenvolvendo. Segue abaixo mais detalhes sobre o nosso evento.





Campanha incentiva doação voluntária de sangue

Finalidade é aumentar estoque de bolsas do Hemocentro para enfrentar período de crise

Com o objetivo de arrecadar bolsas de sangue para o Hemocentro de Goiás, a AIESEC, organização internacional de jovens voluntários, promove a campanha "Dia do Sangue Bom/ Não basta só vestir a camisa, vamos doar o sangue!". O evento ocorrerá na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) no dia 29 de novembro. A meta é conscientizar a sociedade goiana sobre a importância da doação de sangue voluntária como meio de promoção da cidadania.

A unidade móvel do Hemocentro estará estacionada no pátio do prédio da Acieg para fazer as coletas entre 8 horas e 16 horas do sábado. O ônibus é equipado para atender quatro doadores simultaneamente e o processo de doação dura cerca de 15 minutos. O objetivo da AIESEC é arrecadar 120 bolsas de sangue durante o dia. São parceiros da organização no "Dia do Sangue Bom" a Acieg e as Faculdades Alfa.


Queda nas doações

Os bancos de sangue vêm de um período crítico de desabastecimento. A campanha de vacinação contra a rubéola refletiu no volume de doações de sangue, já que a vacina impede a doação por cerca de um mês. De acordo com dados do Hemocentro, que é responsável pelo atendimento das unidades do Sistema Único de Saúde em Goiânia, o número de doações no órgão caiu 50% desde a campanha de vacinação. Atualmente, arrecadam-se de 50 a 60 bolsas de sangue diariamente, enquanto o volume ideal varia entre 120 e 150 doações por dia.

A proximidade das férias escolares e dos feriados de final de ano também são motivos de preocupação. A demanda por bolsas de sangue aumenta significativamente nesses períodos. A escolha do último sábado de novembro foi estratégica, justamente para abastecer o estoque do Hemocentro no início do momento crítico.


AIESEC

A AIESEC é uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados que, por meio do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade. Isto é, a AIESEC é uma organização internacional, sem fins lucrativos, com o objetivo de formar líderes capacitados e com uma visão global, conscientes das diferenças culturais existentes.

No Brasil, a AIESEC possui 18 comitês locais e 10 extensões – entre elas o escritório de Goiânia. São mais de 1600 membros voluntários e cerca de cem organizações parceiras em todo o país. A AIESEC também é responsável por cerca de 300 intercâmbios ao ano. (Larissa Lessa - assessoria de imprensa AIESEC)

Fonte: Comunicação, Gestão da Informação e Marketing

AIESEC Goiânia - Goiás – Brasil -14/11/2008

www.aiesec.org.br/goiania


De frente com Cambota!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 |

Transcrevo, ou melhor, copio a postagem feita pelo Fabiano Cambota, vocalista da banda Pedra Letícia em seu blog com a entrevista que ele me concedeu com toda gentileza. Ao final farei minhas considerações!

CONVERSA AO MSN

TRANSCREVO AQUI UMA CONVERSA MUITO BACANA QUE TIVE NO MSN COM A SAMARA. ELA VAI SE APRESENTAR A VOCÊS NA CONVERSA.ELA HAVIA PEDIDO UM DEPOIMENTO PRA SUA MONOGRAFIA. ELA FAZ DESIGN GRÁFICO NA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS. ACHO QUE É AUTO-EXPLICATIVO....

 

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz: ola samara

●๋• Samara Bitencourt         diz:
oi pedro. boa noite!
ops! pedra! rsrs

●๋• Samara Bitencourt         diz:
certo. primeiro vou te deixar mais por dentro da pesquisa então.
sempre me interessei por música, então resolvi fazer minha mono sobre um assunto que me fosse prazeiroso trabalhar. em conversas com meu orientador conversamos sobre o CD e sua possível decadência, passando a ser visto até como um artigo colecionável assim como o vinil
as pesquisas prosseguiram e vimos a importância maior da internet que vem revolucionando, abrindo espaço pra artistas do meio independente e democratizando as formas de divulgação e distribuição fonográfica então passei a pesquisar as ferramentas de download, como os sites, programas, youtube e fui descobrindo artistas que estão se beneficiando disso. um dos casos goianos mais conhecidos é o da pedra letícia, que como falei, conheci pelo youtube quando um amigo me enviou um link
bem, agora sim. gostaria de saber como começou a divulgação da pedra letícia: onde, através de quais meios, sendo quais meios os que trouxeram mais retorno pra banda.

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
A banda começou sem muita pretensão. Surgiu com o intuito único de tocar em bares e festas. Foi com o Youtube que a banda deu um salto
um vídeo colocado por alguém que sequer conhecemos começou a bombar com a música Como que oCÊ pôde abandonar eu
depois que vimos esse fenômeno colocamos outros vídeos que taMbém começaram a ser bem acessados.
A internet tem um alcance incrível, começou a aparecer fã de lugares muito longes de Goiania
começamos a fazer shows por outros estados
mas tudo isso bem por acaso...justamente porque o primeiro vídeo nao fomos nós que colocamos
e na verdade o vídeo era so a música com uma legenda com a letra
a banda começou a tomar espaço nas nossas vidas e resolvemos levar mais a sério. 
Hoje são mais de 7 milhões de views se somarmos todos os nosso vídeos
mas a internet ainda não é tão democrática...ela tem um alcance legal, e tem um potencial inexplorado ainda
existe na internet a vantagem de ser um meio ativo...ou seja, a música não chega à pessoa , é a pessoa que vai atrás da música
isso cria um público mais fiel
mais interessado e que entende melhor os conceitos da nossa proposta
nos rádios, por exemplo, ocorre o inverso. A pessoa ouve pq estava lá passando naquela estação, mas não comanda a hora e o repertório
As próprias indústrias fonográficas estão percebendo que o mercado está mudando demais
         
●๋• Samara Bitencourt         diz:
entendo. a principio então, cada integrante da banda tinha a música apenas como uma atividade extra e que após notarem o potencial resolveram profissionalizar a carreira, é isso?

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
isso
depois disso, as 3 grandes gravadoras se interessaram e fizeram propostas pra um cd
há de se entender que as gravadoras , pelo menos as grandes, são conglomerados do mercado de entretenimento.
Obviamente visam lucro. Mas ao tratarem com artistas, acabam por singularizar esse mercado.
Quem imagina que as gravadoras são um bicho papão, se engana.
Pra nós, por exemplo, foi dado todo o apoio e a estrutura pra gravar um cd de qualidade.
Produtor de primeira, equipamento de primeira
nós tivemos acesso a tudo que não teríamos se não houvesse uma gravadora intermediando
chega-se enfim ao dilema: Nós, agora, vamos nos voltar contra o download???
justo o download que nos fez chegar aqui, agora a gente passa a coibir?
eu tenho uma opinião muito clara sobre isso, que acredito ser coerente com o que penso, com o que faço, e com o que eu passei a ver
vamos a ela: rs
pra se gravar um cd de qualidade é necessário um volume bom de dinheiro
que a maioria dos artistas, principalmente iniciantes, não dispoe
a opção por manter-se independente, pode ser viável, mas desde que voce já esteja estabelecido, com a mídia e ,principalmente com seu público.
Querer tornar a sua música conhecida sem ter acesso a boa mídia ou sem ter um público que te empurre, é muito complicado
Eu continuo a favor do download. Seria muito hipócrita dizer que não, não só pelo fato de a banda ter começado a se tornar conhecida assim, mas principalmente porque, eu mesmo, baixo músicas todos os dias
O que acho complicado é a pessoa baixar uma música, duas, adorar o cd e baixá-lo inteiro
isso acaba sendo, de certa forma, um desprestígio mto grande com o artista
eu acho que quem gosta de como que ocê pôde, ou da música da baranga, pode baixar a vontade
mas se curtiu o cd, quer te-lo no carro, em casa, acho justo pagar 20 reais...
Sempre que vejo críticas quanto a isso, fico meio irritado porque os argumentos são muito furados
argumento 1: a banda não ganha grana com o cd, e sim com shows, se a música ou o disco bombar, a banda vai bombar e vamos ganhar grana.
resposta:
eu não to brigando pelo dinheiro do cd, e sim pela obra como um todo.
quem fala isso nunca visitou uma gravadora. Não sabe que várias pessoas se empenham praquilo ficar legal. Pra capa do cd, pras fotos da capa, pra arte, a editora das músicas, o divulgador de rádio, o produtor do cd, o masterizador
gravamos no Rio, com os melhores equipamentos...
quem bancou isso não fomos nós
se o cd não vender razoavelmente bem, a banda não terá a chance de um segundo disco
e o que ficará pra nossa históra não será um cd que foi bem baixado, mas sim uma obra que foi um fiasco de vendas
argumento 2. qualquer banda pode gravar um cd hj, barato com boa qualidade.
resposta: pode mesmo. Mas não conte com o Marcelo Sussekind pra produzir, não vá masterizar num local bacana. E isso é facil se vc já é conhecido pelo público. Pra se tornar conhecido, vc precisa encarar a ralação de rádio em rádio, jornal em jornal
e só te dão abertura se vc está com alguma gravadora que já possui esses canais. Como eu disse, a não ser que vc ja seja conhecido e tenha esses canais por meios próprios
argumento 3: os caras começaram na net e agora não disponibilizam o cd pra baixar?
resposta: 
ao viajarmos pelo país, nos deparamos com gravações toscas de qualidade sofrível, passando nas rádios. Gravações feitas em show, muitas vezes pelo celular.
O cd foi a nossa oportunidade de mostrar que apesar de fazermos música com humor, somos músicos, sabemos tocar e queríamos mostrar isso melhor
o cd vai ser baixado, invariavelmente. Só acho sacanagem quando a pessoa é fã declarada da banda. Baixar uma ou outra música eu acho natural, e as gravadoras pensam assim tb
as gravadoras ja se tocaram que o mercado mudou
Eu gostaria que todo mundo entendesse que, pessoalmente, eu não teria motivos pra brigar pela venda do cd..Eu só exponho meu ponto de vista, que não mudou. 
e só pra concluir esse assunto: não acho que download seja pirataria...
mas o pirateiro que vende cd pirata num boteco por 2 reais...esse eh filha da puta mesmo
pq ta ganhando uma grana em cima de muita gente...e de muito trabalho...
por mim tb seria bom..ele seria um divulgador ne...mas o pirateiro faz isso visando lucro...e eh lucro em cima do suor de bastante gente

●๋• Samara Bitencourt         diz:
pela resposta anterior deu pra ver que vocês valorizam o CD, como um objeto físico.

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
é claro que é uma coisa pessoal tb ne
sou da época da coleção de vinil....eu acho que ter o cd é muito legal
o encarte, as fotos,
olhar a letra, olhar o compositor (puxei a sardinha pra minha brasa rsrsrs) olhar quem produziu, quem tocou o quê....
foi assim que fiquei curioso, quando moleque, pra saber quem era o tal do Liminha, o tal do Marcelo Sussekind...queria saber onde ficava o estúdio Nas Nuvens. 
         
●๋• Samara Bitencourt         diz:
e apesar de não ser necessariamente da época do vinil ainda peguei um pouquinho disso... ainda compro CD original, ainda acho um barato botar pra tocar e ficar com o encarte na mão vendo as letras...
mas e o contato com a gravadora? como se deu?
eles procuraram vocês?
foram 3 gravadoras não é?

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
em novembro do ano passado fomos procurados pelas gravadoras. Isso já é um privilégio e tanto, uma vez que a gente não foi atrás ne. Tivemos então a possibilidade de estudar o que seria dali pra frente e a EMI , além de ter mostrado interesse maior, foi a que deixou bem claro que apostava naquilo que a gente já fazia. Sem muita firula, sem mudar muito nossas características

●๋• Samara Bitencourt         diz:
e como funciona essa relação com a gravadora? ela banca todo o processo de gravação e distribuição e o que vcs tem que oferecer em troca?

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
lucro huahuahuahuaha
brincadeira...não chega a ser uma equação tão simples. 
Há uma aposta muito grande no potencial futuro da banda.
Acabei de ler o livro do Andre Midani, sobre o mercado fonográfico. Ele foi "capo" de grandes gravadoras. Principalmente da WEA, a warner. Isso , na época em que discos vendiam milhões.
Aliás, leia esse livro, pode ajudar muito sua pesquisa
Uma frase me chamou muita atenção no livro. Ele se descreve no começo e diz "nasci com o vinil e morri com o download".
Ele é um cara diferenciado, mas que representa bem o mercado fonográfico e desmitifica a idéia que a gente tende a ter, de que as gravadoras só visam dinheiro.
         
●๋• Samara Bitencourt         diz:
o livro é “Música, Ídolos e Poder”?

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
Esse livro mesmo
Dentro da EMI, nosso contato mais próximo é o Vítor Kelly, gerente artístico. É músico também, baixista.
O cara que cuida da parte de TV na EMI é o Nando. Músico.
A galera de gravadora não tem o perfil de engravatados coorporativos que muitos imaginam

●๋• Samara Bitencourt         diz:
essa é mesmo a ideia a gente tem sobre as grandes gravadoras... tanto que com essa queda nas vendas de CDs fica aquela expectativa pra saber qual vai ser a nova estratégia das gravadoras pra "sugar" os artistas

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
eu até acredito que já houve uma época em que as gravadoras sugavam artistas. E é claro que eu digo que tudo mudou, baseando-me na nossa relação com a EMI né. Mas isso não existe mais. Há muito respeito, e me sinto muito lisonjeado por ter sido procurado por uma gravadora. Porque os lucros lá dentro diminuiram muito, demissões em massa. Os caras se preocupam com quem você é, se honra seus compromissos, se o lado artístico emperra o lado pessoal ou vice-versa. Vejo isso sempre. A relação é boa. Há sim, muita cobrança, mas garanto que nossa cobrança a eles é bem maior
É sempre complicado juntar arte e mercado. Lucrar com arte parece pecado, vejo isso quando as pessoas criticam alguém por estar no faustão ou no Raul Gil. Mas é um pensamento imbecil e, esse sim, elitista. Parece que só agrada ao gosto intelectualóide se só eles tiverem acesso a essa arte, entende?
ufa
cabou??
acho que vou transcrever essa conversa e por no blog

●๋• Samara Bitencourt         diz:
ó! tô achando q vou fazer isso no meu tbm

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
passa seu blog ai
         
●๋• Samara Bitencourt         diz:
não tem muita coisa importante no meu (ainda)... rsrs

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
nem no meu..so cronicas inuteis uhahuauhahua
         
●๋• Samara Bitencourt         diz:
são só fragmentos cotidianos, mas vamos lá... sambitencourt.blogspot.com

●๋• Samara Bitencourt         diz:
era essa a idéia inicial da minha pesquisa... esse apego sentimental ao objeto. sou estudante de design gráfico, então já tenho esse apego a imagem, a fotografia, a arte do CD...

PEDRA LETICIA NO BAR " A LANTERNA"  em SP...toda quinta-feira!!! diz:
já digo de antemão que nosso cd é meio enganador. Ouvindo até parece que a gente sabe tocar, e vendo até parece que a gente é bonito uhauhahuauh

●๋• Samara Bitencourt         diz:
que isso Fabiano. Vocês são ótimos. Você escreve muito bem, tem uma voz inebriante, sem contar que é lindo, uma pegada, ui! Quando te vejo com aquele violão no palco, fico louca. Preciso de calmantes pra me segurar e não rasgar sua roupa e possuir vc ali mesmo...

OKOK, ESSES ÚLTIMOS DIZERES DELA FORAM FRUTOS DA MINHA MENTE DOENTIA. ELA É MUITO EDUCADA E NUNCA DIRIA UMA BOBAGEM DESSAS. EU MAL CONHEÇO A MENINA E JÁ LHE DEVO DESCULPAS POR UMA PIADA TÃO TOSCA. MAS ERA SÓ PRA AVACALHAR UMA CONVERSA QUE FICOU SÉRIA DEMAIS NE!!! É QUE DEPOIS DE TANTA EXPLICAÇÃO A CONVERSA TERMINOU NUM XÔXO - abs, boa noite!!!


p.s.  vocês me acham muito prolixo???????
p.s.2 vocês perceberam que eu fiquei falando de mercado, de gravadora, e quase não falei sobre a arte do cd, o design? Eu me senti um imbecil ao reler essa conversa pra por no blog. Acredito que amanhã ela vá procurar outro artista que agregue algo à monografia dela...

fim!

Agora é a vez das minhas considerações!
1º - Reforço o que foi dito. Minhas últimas palavras na conversa foram fruto da imaginação do meu querido entrevistado de mente fértil! Digamos que se eu tivesse dito aquelas coisas eu teria parado no "inebriante"... Até porque, como eu não bebo, só a música mesmo pra me embriagar (filosofia de boteco para amantes da coca-cola)...
2º - Não te achei prolixo, Fabiano. Pelo contrário, você detalhou bem seu ponto de vista. É exatamente isso que preciso, detalhes, profundidade em um meio que ainda tenho pouco conhecimento e que agora, começo a me inteirar. O que eu procurava (procuro) saber mesmo é, além de como foi o início, o que vem depois de uma banda conseguir se inserir no grande mercado fonográfico, como se dá esse processo e qual a participação do CD e da internet nisso.
3º -  Como acabei de dizer o meu foco era mesmo sobre o que vc me passou. A princípio o design e a arte do CD estão em segundo plano, não significando que eu não queira saber. Por isso, pra não te deixar se sentindo um imbecil, pulo para a 4ª consideração...
4º - Não irei procurar outra banda, é vc que eu quero (no sentido mais puro da frase!)! Por isso, até te dou uma "chanxi"... Dou-lhe a oportunidade (olha a "olmiudadi" da garota!) de continuarmos a conversa para falarmos sobre design, arte do CD, fotografia, inspiração pra suas composições, Reginaldo Rossi e até de "O SAL DO MAR", poema muito inspirador que fez reavivar a lembrança do seu Madruga dividindo a sua sabedoria com a famosa frase: "A vingança nunca é plena! Mata a alma e envenena!"
Então é isso! Novamente muitíssimo obrigada Fabiano pela enorme colaboração! E espero te encontrar sempre pelas madrugadas "emiessiênicas" da vida!

Ps.: Não pude deixar de reparar no primeiro comentário no seu post com a entrevista, sobre a semelhança com Os 3 Patetas... Segue então um tira teima!



Stones

Stooges

quarta-feira, 12 de novembro de 2008 |

9º mês de gravidez monográfica!
Dia 28 de novembro!
Quase lá!

terça-feira, 4 de novembro de 2008 |

Tantas novidades, tantas coisas boas que às vezes duvido se é tudo verdade. Fico imaginando que a qualquer momento alguém vai gritar "Pegadinha do Malandro! Glu! Glu! Glu!" e tudo volta a ser como antes...

Sem querer puxar o saco (depois de ouvir tantos comentários motivadores no meu post sobre DD da AIESEC fiquei boquiaberta ao ver que apareceram de um dia pra outro e o melhor... De AIESECos no Brasil todo, e até no México. Nossa! Fiquei feliz demais!), mas depois que virei uma AIESECa tudo começou a dar certo! A minha Coach querida sabe bem do que estou falando. Em uma semana, tudo o que estava me atrapalhando na nossa reunião de Coach se acertou. Coloquei meus desejos e objetivos no papel e de repente, até coisas que eu esperava alcançar a longo prazo caíram no meu colo depois de escrever minhas metas. Senti como se elas estivessem perdidas por aí, flutuando no ar, assim como meu pensamento. Depois de fazer pensamento virar relatório, parece que as metasinhas começaram a se aproximar de mim, chegar mais perto e, transformarem-se de abstrato como pensamento, para concreto como papel!

Primeiro consegui fazer com que o meu trabalho e esforço fossem reconhecidos e recompensados. Isso sem ter que fazer nada além de trabalhar! Sem pedir nada pra ninguém, apenas fazendo o meu melhor. Logo depois encontrei uma pessoal super especial, que está me fazendo muito bem e que eu quero que esteja sempre do meu lado, não importa de que forma. Que está compartilhando planos comigo e que eu já amo muito, independente do pouco tempo juntos, pois sei que o bem que ele já me fez já vale esse amor. E pra completar o bendito TI-II, mais conhecido como "monografia da silva bicho gomes de sete pereira cabeças"! Tá difícil, tá trabalhoso, tá me roubando sono e consequentemente me engordando, tá me deixando preocupada e consequentemente enchendo meu rosto de espinhas e me dando dor de cabeça, tomando minhas noites e fins de semana, maaaaasssssss...

Além de ser um tema que está me dando muito prazer em trabalhar, está saindo! Estou conseguindo parí-la! Como todo mundo sabe, gravidez não é fácil, e os sintomas de monografia são parecidos. Alterações físicas e psicológicas, perda do tempo pra si próprio e dedicação com a criança que ainda vai nascer, mas que já, desde o primeiro mês causa muitos transtornos! E também pode ser comparada a uma obra onde costumam colocar uma placa dizendo: "Os transtornos passam. As melhorias ficam." Essa é a mais pura verdade, porém nos casos "gravidísticos" os transtornos não costumam passar, só vão sofrendo mutações com o passar do tempo, mas as melhorias são recompensadoras! Aprendi muito sobre gravidez e filhos com a minha mana e já sei bem como a batalha é árdua. É aprendendo com experiências dos outros que vou fazendo as minhas.

Mas... Deixando a gravidez de lado e falando da monografia. Está tudo correndo bem. Achei que eu estivesse muito atrasada, com muitos problemas, mas fiquei aliviadíssima quando meu orientador, além de dizer que não está tão atrasado quanto eu imaginava, ainda elogiou meu texto. Fiquei felizona com o elogio, já que sei que essa façanha é meio difícil de conseguir com ele!

Antes do elogio monográfico, no penúltimo fim de semana fui pra casa de mamis! Matei um pouquinho da saudade de todos... Mamis, mana, meus dois anjinhos, tiozão, papis e outros manos e alguns amigos que também não via há algum tempo... Foi um fim de semana pra recarregar as baterias e voltar no gás pra terminar as pendências desse ano.

E não é só isso. Nas últimas semanas ainda tive que me esforçar um bocado pra cumprir minhas obrigações AIESECas. Duas reuniões sobre o desafio para MN de CIM, sendo que, por causa da minha viagem não pude participar de uma delas. Mas depois também me dediquei pra caramba pra recuperar o atraso, desenvolvendo a logo do nosso evento que vai bombar! Tivemos também reunião geral de CIM em mais um lugar novo. Estou aprendendo muito com a AIESEC, mas o principal foi aprender a encontrar qualquer endereço usando apenas o google maps e a sorte! E o que pesa muito são as reuniões que são sempre a noite, depois das 22. Sou mocinha indefesa pra sair a noite por aí, sozinha... Rs! E ainda tem mais! No último sábado, a LCP da @GO me convidou pra fazer parte da comissão avaliadora da eleição pro EB 2009 representando os MNs! Nossa! Fiquei felizona por saber que as opções eram muitas, com muita gente competente e justo eu fui escolhida. Foi mais uma experiência enriquecedora! Conheci melhor algumas pessoas, aprendi mais sobre o que um VP tem que ser e ter, afinal de contas preciso ir me preparando, né? Vai que ano que vem eu resolvo encarar esse desafio!

E por fim resumo tudo em um trechinho de música...

I'm happy! I'm feeling glad! I got the sunshine in a bag...
(Desenterrando Clint Eastwood dos Gorillaz)


terça-feira, 28 de outubro de 2008 |

Tanta coisa boa acontecendo!
Falta só o bendito TI-II pra tudo ficar perfeito!
Enquanto isso, no lustre do castelo... rs

Saudades!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 |

Tempo:
[Do lat. tempus, pela f. tempos, que foi sentida como um pl. port. de que se tiraria um singular.] 
Substantivo masculino. 
1.A sucessão dos anos, dos dias, das horas, etc., que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro: 
o curso do tempo; O tempo é um meio contínuo e indefinido no qual os acontecimentos parecem suceder-se em momentos irreversíveis; 
“O tempo .... Horas de horror e tédio da memória...” (Manuel Bandeira, Estrela da Vida Inteira, p. 41)

Falta!



terça-feira, 21 de outubro de 2008 |

24 horas? Tá pouco. Muito pouco pra abraçar o mundo com as pernas como diz minha avó.

Digamos que de repente, me sinto como se tivesse mais anéis do que dedos para usá-los. Pelo menos estou me sentindo satisfeita com os resultados, mesmo com algumas pequenas (ou grandes para outros olhos...) objeções.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 |

Semana produtivissima! Conclusão das peças gráficas pro evento "FICA - A construção da cena goiana", reunião de coach da AIESEC com uma coach maravilhosa, eleição de LCP onde, através das propostas dos candidatos pude aprender um pouco mais sobre a estrutura organizacional da empresa. E por último o domingão onde tive uma palestra excelente sobre captação de patrocínio que vai ajudar muitissimamente muito no nosso desafio de CIM, o chá de bebê da Jana e do Paulo Sérgio que tá chegando e a ligação pra mamis!
Fiquei felicíssima em reecontrar algumas amigas no chá da Jana, mas ainda assim triste, por ter chegado tarde e quase todos já tinham ido embora. Cada vez mais sinto que preciso mais dos meus amigos e da família tbm. Não sei o que seria de mim sem eles. São os melhores momentos, de mais alegria, de mais cumplicidade, que me sinto realmente bem...
E por aqui muitas cobranças. As coisas não estão fáceis e cada vez mais sinto o peso da responsabilidade que sempre me acompanhou desde "pequena". Só que quando a gente é criança as cobranças são mais simples e a gente dá conta do recado fácil, fácil. Mas agora não, agora é de gente grande, que tem responsabilidades grandes. O negócio é pauleira. Preciso mudar. Nunca decepcionei e não quero que essa seja a primeira vez.
Resumindo a semana... Estou amando a AIESEC, estou desesperada com a minha monografia, morrendo de saudades da minha mamãe, da mana, dos anjinhos e dos manos e ansiosiiiiiiiiiissima pra chegar o feriado pra vê-los!


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Camiseta - FICA - A construção da cena goiana

sábado, 18 de outubro de 2008 |

É normal confundir:

Ultrassonografia com horóscopo?
Gincana com canjica?
E ter inveja com ser tímido?

É normal ter amigo esquisito?

Espero que seja!



quinta-feira, 16 de outubro de 2008 |

A sexta-feira já se aproxima novamente.
Como o tempo voa cada vez mais rápido e é sempre quando mais preciso dele...
Hoje fui forçada a refletir sobre acontecimentos passados e vejo que o mal estar que causei já foi superado e agora é como se eu nunca tivesse feito parte de nada antes.
Confesso que fiquei triste com isso, porém feliz, ou no mínimo conformada por saber que estão todos felizes e bem... Isso é o que realmente importa!
Maybe tomorrow I'll find my way...



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QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2008
O amor me olhou nos olhos
O tal DD. Uma experiência no mínimo exótica. Quase um Big Brother, onde eu teria que passar dois dias em companhia de completos desconhecidos, salvo um amigo de longa data, de cefet e muitas partidas de futebol.

Tudo começou no sábado logo cedo. Haviam marcado a saída do ônibus para as 7 da manhã. Pra não correr o risco de ficar pra trás, cheguei 15 minutos mais cedo, e havia poucas pessoas a espera. Me sentei no chão pra esperar e as minhas preocupações não saiam da minha cabeça. A palavra monografia soava como um fantasma.

Por volta das 7 chegou uma garota que havia participado da mesma dinâmica que eu. Começamos a conversar e senti uma energia muito boa na conversa. Depois de contar quase a minha vida toda, o ônibus resolveu sair em direção a chácara. A moça seguiu em seu carro e entrei sozinha em um ônibus cheio de desconhecidos. Tratei de me arranjar no primeiro lugar que encontrei.

No caminho fomos obrigados a fazer uma parada, onde aproveitaram para nos ensinar um tal Roll Call. Mas que diabos é isso? Um AIESECo então começou a cantar um música esquisita, com uma letra sem sentido e fazendo uma coreografia engraçada. Todos cantavam, e dançavam com dificuldade, já que a situação de aperto não permitia muitos movimentos. Chegamos então a tal chácara.

Até a entrada tudo bem. Nos credenciamos, pegamos crachás e nos pediram para aguardar. Logo após todos fazerem seu credenciamento uma moça pediu para que deixássemos nossas coisas ali mesmo onde estavam, na entrada da chácara, e que déssemos as mãos e a seguíssemos. Foi o que fizemos.

Fomos então correndo de mãos dadas quando de longe, vi algo como um corredor polonês e logo pensei: o que vão fazer com a gente? Continuamos correndo então e todos que formavam o corredor batiam palmas e cantavam fervorosamente. Entramos então para uma cabaninha onde haviam cadeiras organizadas e que no mesmo momento todos começaram a afastar para os cantos ao mesmo tempo em que pulavam, cantavam e dançavam.

Meu pensamento imediato foi: O que é isso? Quem são essas pessoas? Que euforia é essa? Logo todos começaram a dançar passos ensaiados de uma música pouco convencional nas pistas de dança do mundo afora. E então comecei a ligar os fatos. Aquilo parecia uma tribo e aquilo era um ritual, que naquele caso parecia um ritual de iniciação. Era isso! Aquilo era um ritual de iniciação. E aquela tribo parecia ter muita sintonia. Ninguém dizia nada pra ninguém, apenas se olhavam nos olhos enquanto cantavam e parecia que os olhos dialogavam.

No começo foi um choque. Me senti como quando vi pela primeira vez a cena da navalha nos olhos em O Cão Andaluz. Logo então comecei a me sentir encolhendo no meio de toda aquela euforia. Fui ficando pequena, pequena, pequena e me deu uma vontade enorme de sumir. Eu queria sair dali. Queria a minha casa. Queria gente normal por perto.

Mas logo os ânimos se acalmaram um pouco, reorganizamos as cadeiras e nos sentamos. Começou então o bombardeio de informações. Palestra seguida de palestra. Sem intervalos nem pra ir ao banheiro. Logo nas primeiras palestras começamos realmente a desvendar "os segredos de AIESEC", quase um nome de filme.

A primeira grande dúvida. O que significa a sigla AIESEC. E logo responderam: Nada! Assim como Coca-Cola... Como nada? Mas então esclareceram que o nome tinha um significado na época da criação da organização, mas que com o tempo, seu significado foi tornando tão amplo que não cabia mais nas pobres 6 letrinhas.

Depois da AIESEC, vieram os FACIs, os OCs, os VPs, os EPs, os CIMs, os TMs... Enfim! Uns 200 alfabetos de siglas que não entravam de forma alguma na cabeça. Cada vez que diziam uma e explicavam seu significado, logo aparecia outra pra fazer esquecer a anterior.

A medida em que contavam a história da organização eu ia me dando conta da enorme dimensão de tudo aquilo. Um nome consolidado, com uma história de respeito, com princípios nobres e que eu nunca tinha ouvido falar até aquela ocasião. Me senti uma extra-terrestre por isso. Quem nos contou uma parte da história foi uma moça, que disseram ser uma tal LCP, mais uma sigla que resumiram em: a chefinha de todos. Ela falava da AIESEC com tanto orgulho, tanta devoção que eu fui capaz de olhar nos olhos do amor. Já não era apenas uma mulher ali na frente falando, era puro sentimento em forma de gente, amor em carne e osso. Naquele momento eu senti algo diferente, algo que me fez querer fazer parte daquilo tudo.

Dali em diante, todos que iam a frente para falar da organização usavam seu jeito particular, sendo uns cômicos, outros sérios, outros motivadores, todos com aquele mesmo amor que eu havia visto antes. Mas pra mim a conferência inteira me fez passar por alternâncias de opinião constantes. No começo me senti meio deslocada, vendo que apesar do grupo ser grande, todos já conheciam algumas pessoas, e os que talvez não conhecessem trataram logo de formar grupos de afinidade. Eu acabei não me encontrando em nenhum, e a cada hora me aproximava de pessoas diferentes.

Havia momentos em que o cansaço batia com tanta força que eu sentia que já havia visto o suficiente e que já estava na hora de ir pra casa, deitar na minha aconchegante caminha e dormir, tranquila. Mas pouco depois, começava uma nova sessão com mais amor e que logo me fazia querer acordar pra não perder uma só informação.
No fim do primeiro dia, festa... Todos animados e eu querendo uma cama. Me esforcei, tentei interagir, dançar um pouco, mas o cansaço me venceu e uma hora depois eu já estava dormindo. De madrugada em meio ao entra e sai de pessoas no alojamento, eu acordo com uma luz no meu rosto e um sujeito sussurra o nome de uma tal Carol achando que eu fosse a moça. Meio dormindo, meio acordada disse meu nome e disse pra que procurasse na cama de cima. Passei o dia todo tentando sem sucesso memorizar os nomes das pessoas que conheci, àquela hora da noite então, acho que se perguntassem pelo meu nome eu ficaria em dúvida se eu era eu mesma. Depois soube que o maluco tinha passado de cama em cama procurando a sua Carol perdida, e me parece que ele só a encontrou nas últimas tentativas, depois de acordar o quarto quase todo.

Na manhã seguinte, por ter dormido cedo, também acordei bem cedo. A primeira do quarto em que eu estava. E algum tempo depois começou novamente a maratona de palestras. O segundo dia foi o que mais fez minha opinião oscilar.

Os assuntos concretos começaram a ser tratados com mais ênfase. Desafio, tarefa, metas... Durante as sessões me dava um vontade imensa de contribuir com tudo aquilo, de realmente fazer parte, mas no mesmo momento batia um medo absurdo de falhar, de estragar o que eles demoraram pra construir com tanta dedicação. Ou até de ser só mais uma que estava ali só pra observar e acabar passando despercebida, parasitando. Acho que esse medo todo derivou do momento "lost" em que eu passava e passo. Fim de faculdade, medo do tal futuro, uma vontade enorme de arrancar as cortinas da virada pra 2009 antes da hora e tentar enxergar o que vem depois. Mas ao mesmo tempo uma disposição gigantesca pra batalhar pelo que quero, mesmo sem saber ao certo o que é e onde está. A última sessão em especial me instigou a buscar essas respostas e ao fim do dia eu já havia decidido, eu queria isso pra mim.

Pausa pra foto e no final eu já tinha conseguido me soltar. Já tentei pegar os passos das músicas engraçadas, do "Tônico com Guaraná". Mas eu via o cansaço em todos, principalmente no chair, moço responsável por mediar todas as atividades. Acho que por ele estar sempre presente, a frente, era em quem eu mais reparava. Durante os dois dias eu observava seu empenho em fazer tudo no horário, tudo nos eixos, mas no último dia, não sei porque senti no seu cansaço uma sensação além, foi outro momento em que o amor me olhou nos olhos. Senti que mesmo depois de todo desgaste físico e mental ele seria capaz de fazer aquilo tudo novamente umas 100 vezes sem reclamar. Foi então que me senti na obrigação de dividir aquela revolução de pensamentos que passava na minha cabeça.

Comecei a falar pra todos, tentando dividir minha experiência e chegou um momento em que eu parecia estar em transe, as palavras que saiam da minha boca fluiam, sem que eu tivesse controle. Me atropelei, misturei assuntos chegando a me sentir sair do meu corpo, me vendo como se eu fosse só uma expectadora e quem falasse fosse outra. E mesmo depois de dizer tudo aquilo, sentia que ainda não tinha terminado. Deu uma vontade de sentar ao lado de cada um e contar tudo que eu vivi esse fim de semana e a importância que cada um teve pra mim. Uma palavra, ou um simples olhar, um simples sorriso que pode parecer pouco, mas pra mim fizeram diferença.
Finalmente cheguei em casa extasiada e não consiguia parar de pensar nessa experiência que vivi, tão marcante e que sinto que ainda vai me fazer muito bem.

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QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2008
Uma tal de AIESEC...

Um dia desses eu estava no msn e vi na mensagem pessoal de um amigo de altas partidas de futebol, comunicando um processo seletivo em uma tal de AIESEC. Não fazia noção do que se tratava e fiquei curiosa. Mas como a minha curiosidade é do tamanho da minha distração, me esqueci de olhar.
No dia seguinte, ao caminhar pela faculdade vejo um cartaz, falando sobre oportunidades de intercâmbio e novamente aquele nome, AIESEC. Pensei: Isso só pode ser um sinal. Assim que chegar em casa quero conferir isso e novamente me esqueci. Só dois dias depois, no trabalho, enquanto conferia meus e-mails me lembrei de procurar informações a respeito da misteriosa AIESEC.

Gostei do que dizia no site, apesar de não entender como funcionaria. Lá dizia que haveria algumas palestras explicativas sobre a organização. Tratei de procurar uma em um horário e local de fácil acesso e acabei descobrindo que a mais próxima, tinha acontecido na minha faculdade no dia anterior. Eu teria que me inscrever na ACIEG e sem nem saber direito do que se tratava isso...

Decidi que mesmo sem saber de nada iria na ACIEG, mas novamente me esqueci. Entrando no site pra ver se eu encontrava mais informações, acabei descobrindo que haveria outra palestra na minha faculdade, em uma quarta a noite, justo no mesmo horário do meu curso de inglês! Já comecei a ficar grilada com tanta dificuldade.

Decidi então que sairia mais cedo do inglês e iria pra palestra. Porém, no fim da tarde em menos de meia hora formou uma tempestade que parecia que o mundo iria desabar! Inglês? Já era! Não dava pra chegar a tempo. Resolvi então ir a tal palestra, justo no dia em que eu havia levado pra faculdade um trabalho que mais parecia um trambolho! Uma sacola gigante e ainda uma mochila... Entrei no auditório e ouvi alguém dizer q começaria dali a meia hora. Aproveitei para ir à biblioteca, mas quando voltei já havia começado.

Tentei entrar discretamente para não atrapalhar, mas minha sacola amarela gritava por atenção, fazendo barulho. Me sentei segurando o riso, por causa da situação. Assisti então a palestra.

Me interessei, porém continuei sem entender como funcionava. Perguntei, e então duas moças muito simpáticas, uma ruiva e uma loira, me responderam como se daria o processo seletivo. Ao final uma delas pergunta: E então? Vamos nos inscrever?

Não pensei muito. Resolvi que me inscreveria pra ver no que dava. Depois fiz a efetivação da minha inscrição no site. Recebi então um e-mail marcando uma dinâmica em grupo, e mais um choque de horários! De manhã, no horário do meu estágio. Liguei tentando marcar outra data. A moça então marcou comigo na semana seguinte a noite. Mas poucos dias depois um moço me liga, perguntando minha disponibilidade para fazer a dinâmica ainda naquela mesma semana e marquei pra uma quinta a tarde.

Estava tudo planejado. Depois do trabalho eu iria direto para a ACIEG. Mas um dia antes da dinâmica, minha mãe, que veio passar uns dias soube de última hora que precisaria ir embora no dia seguinte. Fiquei com o coração na mão, com medo de ir na tal dinâmica e não ter tempo de me despedir dela. Mas acabei convencendo-a a só ir depois que eu chegasse.

Fui então na tal dinâmica. Primeira a chegar. Logo em seguida foram chegando os demais candidatos. Quando começaram as apresentações, vi que muita gente já tinha experiência no exterior, falavam mais de um idioma, trabalhavam em grandes empresas. E eu? Uma pobre moça do interior que saiu de Goiás pouquíssimas vezes, ainda desenvolvendo o inglês e que fazia estágio em uma micro-empresa que não tem a menor pretensão de me contratar... É. A concorrência era forte e fui pra casa achando que eu havia sido um fracasso!

No caminho fiquei martelando o que eu poderia ter feito melhor, que qualidades eu poderia ter ressaltado na minha apresentação. Eu estava decidida então que dessa vez talvez não desse, mas que no próximo semestre eu me esforçaria mais, mas na semana seguinte, cheguei no trabalho e fui checar meus e-mail, quando recebo uma ótima notícia. Eu havia passado na etapa da dinâmica! Fiquei muito feliz e aguardando a ligação que marcaria minha entrevista com o Vice Presidente da minha área. Os dias passavam e nada da ligação, quando em uma sexta a tarde enfiei a mão na mochila pra pegar minha carteira, senti o celular vibrar. Pura sorte, porque quase nunca atendo o bendito por ficar sempre no modo silencioso.

Atendi a ligação e a moça se identificou como sendo da AIESEC e perguntou se eu poderia fazer minha entrevista naquele mesmo dia as 21:30 da noite. Putz! Era sexta, eu estava super hiper ultra mega cansada e o que eu mais queria era chegar em casa, tomar um banho, comer e dormir! Mas como isso eu faço todos os dias era adiável e marquei então. Cheguei a perguntar se não havia a possibilidade de ser mais cedo. Entrevista mais cedo, casa mais cedo, sono mais cedo, mas infelizmente, ouvi que só poderia ser aquele horário. Então não hesitei. Presença confirmada.

Mas, como tudo desde o começo foi difícil, dessa vez não poderia ser diferente. Quando cheguei em casa, uma tempestade ameaçava desabar e não deu outra. Chuva forte! Me arrumei, peguei meu guarda-chuva e fui-me embora. No caminho recebo uma ligação. A moça me perguntava se eu já estava chegando, daí eu disse que estava a caminho, mas que só chegaria por volta das 21 já que estava marcada a entrevista para as 21:30 e a moça me diz: não, sua entrevista é as 20:30!

Ah! Não! Só a chuva não era suficiente pra dificultar? Não! Não era. Além da confusão de horários, fui informada que o local também havia mudado. Não seria mais  na ACIEG, e sim na SubWay. Tá! E pra que lado fica isso? Em meio a tantos pontos de referência, e eu sem noção de pra ir, o celular emudece! Era o que me faltava! Acabou a bateria! Com o celular desfalecido na mão, fiquei na rua martelando, pra onde eu deveria ir. E o pior, nem dava mais tempo de correr em casa e consultar meu fiel companheiro Google Maps. Felizmente, não era a bateria e também não descobri o que era. Sei apenas que religuei o aparelho e ele voltou a funcionar. No mesmo instante ele volta a tocar. A moça então continua a tentar me explicar o caminho. Em meio a tantos pontos de referência acabei me lembrando que no dia da dinâmica eu havia visto essa SubWay em algum lugar, só não me lembrava exatamente onde.

Desci então na ACIEG, eu e meu guarda-chuva e caminhamos em direção ao Hotel SanMarino, o último ponto de referência que ouvi durante a ligação. 

Ao chegar no hotel, intuitivamente virei a esquerda e segui. Algo me dizia que era para lá, e finalmente encontrei. Entrei na lanchonete e reconheci um moço que estava na minha dinâmica de grupo. Cheguei então meio perdida, perguntando se era lá mesmo interrompendo a entrevista que estava em andamento.

Sentei e aguardei a minha vez. Logo de cara já gostei da idéia de ser entrevistada por pessoas jovens, mas achei aquilo meio incomum. Eu só havia visto jovens desde que comecei a participar do processo. Será se os superiores, adultos chatos, não se dão ao trabalho de ver quem serão seus novos subordinados?

Tivemos uma conversa descontraída, e vi que meus possíveis futuros superiores seriam pessoas muito agradáveis. Depois de todas as perguntas respondidas, a entrevista foi dada por encerrada e pediram que eu enviasse o meu portfólio o mais rápido possível para os três. Pensei então: Meu Deus! Que vergonha! Até hoje não consegui montar o tal do portfólio!

Mas me comprometi a fazê-lo e enviar na semana seguinte. Depois de muitas tentativas de selecionar trabalhos, não sabia mais por onde começar. Toda vez em que eu tentava, sempre me enrolava toda e deixava pra mais tarde. 

Até que na terça a noite resolvi! Agora só levanto da frente desse computador quando eu terminar. O tempo então foi passando... Meia noite, uma da manhã, duas, três, quatro, cinco... Meu Deus! Eu ainda teria que desenvolver minha pesquisa, pois eu teria orientação da minha monografia no mesmo dia. Resolvi tirar um breve cochilo de uma horinha e voltar com a mão na massa. Liguei no trabalho para saber como estava o meu dia, se havia muita coisa pra eu fazer e ao descobrir que não havia nada urgente não hesitei. Eu não iria ao trabalho e no dia seguinte eu dobraria o expediente e reporia o dia perdido.

Por volta de uma hora da tarde terminei o portfólio e quando estava abrindo minha caixa de e-mails pra enviar o telefone toca. Ótima notícia! Eu havia passado no processo seletivo da AIESEC, mas para efetivar minha entrada eu teria que passar todo fim de semana em uma chácara. Confirmei a minha presença e desliguei o telefone. Imediatamente pensei: Meu Deus! E minha monografia?

Fui pra orientação e meu professor me passou muitas tarefinhas de casa. Passei então a quinta inteira preocupada, pensando se eu iria para a tal chácara largando tudo pra trás, ou se saltaria do trem quase chegando na parada. Resolvi! Foi sempre muito enrolado cumprir as tarefas seletivas e saquei que esse só era mais um empecilhozinho pra me testar. Discovery Day, como chamaram o encontro do fim de semana no e-mail, aí vou eu!