terça-feira, 28 de outubro de 2008 |

Tanta coisa boa acontecendo!
Falta só o bendito TI-II pra tudo ficar perfeito!
Enquanto isso, no lustre do castelo... rs

Saudades!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 |

Tempo:
[Do lat. tempus, pela f. tempos, que foi sentida como um pl. port. de que se tiraria um singular.] 
Substantivo masculino. 
1.A sucessão dos anos, dos dias, das horas, etc., que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro: 
o curso do tempo; O tempo é um meio contínuo e indefinido no qual os acontecimentos parecem suceder-se em momentos irreversíveis; 
“O tempo .... Horas de horror e tédio da memória...” (Manuel Bandeira, Estrela da Vida Inteira, p. 41)

Falta!



terça-feira, 21 de outubro de 2008 |

24 horas? Tá pouco. Muito pouco pra abraçar o mundo com as pernas como diz minha avó.

Digamos que de repente, me sinto como se tivesse mais anéis do que dedos para usá-los. Pelo menos estou me sentindo satisfeita com os resultados, mesmo com algumas pequenas (ou grandes para outros olhos...) objeções.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008 |

Semana produtivissima! Conclusão das peças gráficas pro evento "FICA - A construção da cena goiana", reunião de coach da AIESEC com uma coach maravilhosa, eleição de LCP onde, através das propostas dos candidatos pude aprender um pouco mais sobre a estrutura organizacional da empresa. E por último o domingão onde tive uma palestra excelente sobre captação de patrocínio que vai ajudar muitissimamente muito no nosso desafio de CIM, o chá de bebê da Jana e do Paulo Sérgio que tá chegando e a ligação pra mamis!
Fiquei felicíssima em reecontrar algumas amigas no chá da Jana, mas ainda assim triste, por ter chegado tarde e quase todos já tinham ido embora. Cada vez mais sinto que preciso mais dos meus amigos e da família tbm. Não sei o que seria de mim sem eles. São os melhores momentos, de mais alegria, de mais cumplicidade, que me sinto realmente bem...
E por aqui muitas cobranças. As coisas não estão fáceis e cada vez mais sinto o peso da responsabilidade que sempre me acompanhou desde "pequena". Só que quando a gente é criança as cobranças são mais simples e a gente dá conta do recado fácil, fácil. Mas agora não, agora é de gente grande, que tem responsabilidades grandes. O negócio é pauleira. Preciso mudar. Nunca decepcionei e não quero que essa seja a primeira vez.
Resumindo a semana... Estou amando a AIESEC, estou desesperada com a minha monografia, morrendo de saudades da minha mamãe, da mana, dos anjinhos e dos manos e ansiosiiiiiiiiiissima pra chegar o feriado pra vê-los!


Banner - FICA - A construção da cena goiana 

Camiseta - FICA - A construção da cena goiana

sábado, 18 de outubro de 2008 |

É normal confundir:

Ultrassonografia com horóscopo?
Gincana com canjica?
E ter inveja com ser tímido?

É normal ter amigo esquisito?

Espero que seja!



quinta-feira, 16 de outubro de 2008 |

A sexta-feira já se aproxima novamente.
Como o tempo voa cada vez mais rápido e é sempre quando mais preciso dele...
Hoje fui forçada a refletir sobre acontecimentos passados e vejo que o mal estar que causei já foi superado e agora é como se eu nunca tivesse feito parte de nada antes.
Confesso que fiquei triste com isso, porém feliz, ou no mínimo conformada por saber que estão todos felizes e bem... Isso é o que realmente importa!
Maybe tomorrow I'll find my way...



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QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2008
O amor me olhou nos olhos
O tal DD. Uma experiência no mínimo exótica. Quase um Big Brother, onde eu teria que passar dois dias em companhia de completos desconhecidos, salvo um amigo de longa data, de cefet e muitas partidas de futebol.

Tudo começou no sábado logo cedo. Haviam marcado a saída do ônibus para as 7 da manhã. Pra não correr o risco de ficar pra trás, cheguei 15 minutos mais cedo, e havia poucas pessoas a espera. Me sentei no chão pra esperar e as minhas preocupações não saiam da minha cabeça. A palavra monografia soava como um fantasma.

Por volta das 7 chegou uma garota que havia participado da mesma dinâmica que eu. Começamos a conversar e senti uma energia muito boa na conversa. Depois de contar quase a minha vida toda, o ônibus resolveu sair em direção a chácara. A moça seguiu em seu carro e entrei sozinha em um ônibus cheio de desconhecidos. Tratei de me arranjar no primeiro lugar que encontrei.

No caminho fomos obrigados a fazer uma parada, onde aproveitaram para nos ensinar um tal Roll Call. Mas que diabos é isso? Um AIESECo então começou a cantar um música esquisita, com uma letra sem sentido e fazendo uma coreografia engraçada. Todos cantavam, e dançavam com dificuldade, já que a situação de aperto não permitia muitos movimentos. Chegamos então a tal chácara.

Até a entrada tudo bem. Nos credenciamos, pegamos crachás e nos pediram para aguardar. Logo após todos fazerem seu credenciamento uma moça pediu para que deixássemos nossas coisas ali mesmo onde estavam, na entrada da chácara, e que déssemos as mãos e a seguíssemos. Foi o que fizemos.

Fomos então correndo de mãos dadas quando de longe, vi algo como um corredor polonês e logo pensei: o que vão fazer com a gente? Continuamos correndo então e todos que formavam o corredor batiam palmas e cantavam fervorosamente. Entramos então para uma cabaninha onde haviam cadeiras organizadas e que no mesmo momento todos começaram a afastar para os cantos ao mesmo tempo em que pulavam, cantavam e dançavam.

Meu pensamento imediato foi: O que é isso? Quem são essas pessoas? Que euforia é essa? Logo todos começaram a dançar passos ensaiados de uma música pouco convencional nas pistas de dança do mundo afora. E então comecei a ligar os fatos. Aquilo parecia uma tribo e aquilo era um ritual, que naquele caso parecia um ritual de iniciação. Era isso! Aquilo era um ritual de iniciação. E aquela tribo parecia ter muita sintonia. Ninguém dizia nada pra ninguém, apenas se olhavam nos olhos enquanto cantavam e parecia que os olhos dialogavam.

No começo foi um choque. Me senti como quando vi pela primeira vez a cena da navalha nos olhos em O Cão Andaluz. Logo então comecei a me sentir encolhendo no meio de toda aquela euforia. Fui ficando pequena, pequena, pequena e me deu uma vontade enorme de sumir. Eu queria sair dali. Queria a minha casa. Queria gente normal por perto.

Mas logo os ânimos se acalmaram um pouco, reorganizamos as cadeiras e nos sentamos. Começou então o bombardeio de informações. Palestra seguida de palestra. Sem intervalos nem pra ir ao banheiro. Logo nas primeiras palestras começamos realmente a desvendar "os segredos de AIESEC", quase um nome de filme.

A primeira grande dúvida. O que significa a sigla AIESEC. E logo responderam: Nada! Assim como Coca-Cola... Como nada? Mas então esclareceram que o nome tinha um significado na época da criação da organização, mas que com o tempo, seu significado foi tornando tão amplo que não cabia mais nas pobres 6 letrinhas.

Depois da AIESEC, vieram os FACIs, os OCs, os VPs, os EPs, os CIMs, os TMs... Enfim! Uns 200 alfabetos de siglas que não entravam de forma alguma na cabeça. Cada vez que diziam uma e explicavam seu significado, logo aparecia outra pra fazer esquecer a anterior.

A medida em que contavam a história da organização eu ia me dando conta da enorme dimensão de tudo aquilo. Um nome consolidado, com uma história de respeito, com princípios nobres e que eu nunca tinha ouvido falar até aquela ocasião. Me senti uma extra-terrestre por isso. Quem nos contou uma parte da história foi uma moça, que disseram ser uma tal LCP, mais uma sigla que resumiram em: a chefinha de todos. Ela falava da AIESEC com tanto orgulho, tanta devoção que eu fui capaz de olhar nos olhos do amor. Já não era apenas uma mulher ali na frente falando, era puro sentimento em forma de gente, amor em carne e osso. Naquele momento eu senti algo diferente, algo que me fez querer fazer parte daquilo tudo.

Dali em diante, todos que iam a frente para falar da organização usavam seu jeito particular, sendo uns cômicos, outros sérios, outros motivadores, todos com aquele mesmo amor que eu havia visto antes. Mas pra mim a conferência inteira me fez passar por alternâncias de opinião constantes. No começo me senti meio deslocada, vendo que apesar do grupo ser grande, todos já conheciam algumas pessoas, e os que talvez não conhecessem trataram logo de formar grupos de afinidade. Eu acabei não me encontrando em nenhum, e a cada hora me aproximava de pessoas diferentes.

Havia momentos em que o cansaço batia com tanta força que eu sentia que já havia visto o suficiente e que já estava na hora de ir pra casa, deitar na minha aconchegante caminha e dormir, tranquila. Mas pouco depois, começava uma nova sessão com mais amor e que logo me fazia querer acordar pra não perder uma só informação.
No fim do primeiro dia, festa... Todos animados e eu querendo uma cama. Me esforcei, tentei interagir, dançar um pouco, mas o cansaço me venceu e uma hora depois eu já estava dormindo. De madrugada em meio ao entra e sai de pessoas no alojamento, eu acordo com uma luz no meu rosto e um sujeito sussurra o nome de uma tal Carol achando que eu fosse a moça. Meio dormindo, meio acordada disse meu nome e disse pra que procurasse na cama de cima. Passei o dia todo tentando sem sucesso memorizar os nomes das pessoas que conheci, àquela hora da noite então, acho que se perguntassem pelo meu nome eu ficaria em dúvida se eu era eu mesma. Depois soube que o maluco tinha passado de cama em cama procurando a sua Carol perdida, e me parece que ele só a encontrou nas últimas tentativas, depois de acordar o quarto quase todo.

Na manhã seguinte, por ter dormido cedo, também acordei bem cedo. A primeira do quarto em que eu estava. E algum tempo depois começou novamente a maratona de palestras. O segundo dia foi o que mais fez minha opinião oscilar.

Os assuntos concretos começaram a ser tratados com mais ênfase. Desafio, tarefa, metas... Durante as sessões me dava um vontade imensa de contribuir com tudo aquilo, de realmente fazer parte, mas no mesmo momento batia um medo absurdo de falhar, de estragar o que eles demoraram pra construir com tanta dedicação. Ou até de ser só mais uma que estava ali só pra observar e acabar passando despercebida, parasitando. Acho que esse medo todo derivou do momento "lost" em que eu passava e passo. Fim de faculdade, medo do tal futuro, uma vontade enorme de arrancar as cortinas da virada pra 2009 antes da hora e tentar enxergar o que vem depois. Mas ao mesmo tempo uma disposição gigantesca pra batalhar pelo que quero, mesmo sem saber ao certo o que é e onde está. A última sessão em especial me instigou a buscar essas respostas e ao fim do dia eu já havia decidido, eu queria isso pra mim.

Pausa pra foto e no final eu já tinha conseguido me soltar. Já tentei pegar os passos das músicas engraçadas, do "Tônico com Guaraná". Mas eu via o cansaço em todos, principalmente no chair, moço responsável por mediar todas as atividades. Acho que por ele estar sempre presente, a frente, era em quem eu mais reparava. Durante os dois dias eu observava seu empenho em fazer tudo no horário, tudo nos eixos, mas no último dia, não sei porque senti no seu cansaço uma sensação além, foi outro momento em que o amor me olhou nos olhos. Senti que mesmo depois de todo desgaste físico e mental ele seria capaz de fazer aquilo tudo novamente umas 100 vezes sem reclamar. Foi então que me senti na obrigação de dividir aquela revolução de pensamentos que passava na minha cabeça.

Comecei a falar pra todos, tentando dividir minha experiência e chegou um momento em que eu parecia estar em transe, as palavras que saiam da minha boca fluiam, sem que eu tivesse controle. Me atropelei, misturei assuntos chegando a me sentir sair do meu corpo, me vendo como se eu fosse só uma expectadora e quem falasse fosse outra. E mesmo depois de dizer tudo aquilo, sentia que ainda não tinha terminado. Deu uma vontade de sentar ao lado de cada um e contar tudo que eu vivi esse fim de semana e a importância que cada um teve pra mim. Uma palavra, ou um simples olhar, um simples sorriso que pode parecer pouco, mas pra mim fizeram diferença.
Finalmente cheguei em casa extasiada e não consiguia parar de pensar nessa experiência que vivi, tão marcante e que sinto que ainda vai me fazer muito bem.

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QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2008
Uma tal de AIESEC...

Um dia desses eu estava no msn e vi na mensagem pessoal de um amigo de altas partidas de futebol, comunicando um processo seletivo em uma tal de AIESEC. Não fazia noção do que se tratava e fiquei curiosa. Mas como a minha curiosidade é do tamanho da minha distração, me esqueci de olhar.
No dia seguinte, ao caminhar pela faculdade vejo um cartaz, falando sobre oportunidades de intercâmbio e novamente aquele nome, AIESEC. Pensei: Isso só pode ser um sinal. Assim que chegar em casa quero conferir isso e novamente me esqueci. Só dois dias depois, no trabalho, enquanto conferia meus e-mails me lembrei de procurar informações a respeito da misteriosa AIESEC.

Gostei do que dizia no site, apesar de não entender como funcionaria. Lá dizia que haveria algumas palestras explicativas sobre a organização. Tratei de procurar uma em um horário e local de fácil acesso e acabei descobrindo que a mais próxima, tinha acontecido na minha faculdade no dia anterior. Eu teria que me inscrever na ACIEG e sem nem saber direito do que se tratava isso...

Decidi que mesmo sem saber de nada iria na ACIEG, mas novamente me esqueci. Entrando no site pra ver se eu encontrava mais informações, acabei descobrindo que haveria outra palestra na minha faculdade, em uma quarta a noite, justo no mesmo horário do meu curso de inglês! Já comecei a ficar grilada com tanta dificuldade.

Decidi então que sairia mais cedo do inglês e iria pra palestra. Porém, no fim da tarde em menos de meia hora formou uma tempestade que parecia que o mundo iria desabar! Inglês? Já era! Não dava pra chegar a tempo. Resolvi então ir a tal palestra, justo no dia em que eu havia levado pra faculdade um trabalho que mais parecia um trambolho! Uma sacola gigante e ainda uma mochila... Entrei no auditório e ouvi alguém dizer q começaria dali a meia hora. Aproveitei para ir à biblioteca, mas quando voltei já havia começado.

Tentei entrar discretamente para não atrapalhar, mas minha sacola amarela gritava por atenção, fazendo barulho. Me sentei segurando o riso, por causa da situação. Assisti então a palestra.

Me interessei, porém continuei sem entender como funcionava. Perguntei, e então duas moças muito simpáticas, uma ruiva e uma loira, me responderam como se daria o processo seletivo. Ao final uma delas pergunta: E então? Vamos nos inscrever?

Não pensei muito. Resolvi que me inscreveria pra ver no que dava. Depois fiz a efetivação da minha inscrição no site. Recebi então um e-mail marcando uma dinâmica em grupo, e mais um choque de horários! De manhã, no horário do meu estágio. Liguei tentando marcar outra data. A moça então marcou comigo na semana seguinte a noite. Mas poucos dias depois um moço me liga, perguntando minha disponibilidade para fazer a dinâmica ainda naquela mesma semana e marquei pra uma quinta a tarde.

Estava tudo planejado. Depois do trabalho eu iria direto para a ACIEG. Mas um dia antes da dinâmica, minha mãe, que veio passar uns dias soube de última hora que precisaria ir embora no dia seguinte. Fiquei com o coração na mão, com medo de ir na tal dinâmica e não ter tempo de me despedir dela. Mas acabei convencendo-a a só ir depois que eu chegasse.

Fui então na tal dinâmica. Primeira a chegar. Logo em seguida foram chegando os demais candidatos. Quando começaram as apresentações, vi que muita gente já tinha experiência no exterior, falavam mais de um idioma, trabalhavam em grandes empresas. E eu? Uma pobre moça do interior que saiu de Goiás pouquíssimas vezes, ainda desenvolvendo o inglês e que fazia estágio em uma micro-empresa que não tem a menor pretensão de me contratar... É. A concorrência era forte e fui pra casa achando que eu havia sido um fracasso!

No caminho fiquei martelando o que eu poderia ter feito melhor, que qualidades eu poderia ter ressaltado na minha apresentação. Eu estava decidida então que dessa vez talvez não desse, mas que no próximo semestre eu me esforçaria mais, mas na semana seguinte, cheguei no trabalho e fui checar meus e-mail, quando recebo uma ótima notícia. Eu havia passado na etapa da dinâmica! Fiquei muito feliz e aguardando a ligação que marcaria minha entrevista com o Vice Presidente da minha área. Os dias passavam e nada da ligação, quando em uma sexta a tarde enfiei a mão na mochila pra pegar minha carteira, senti o celular vibrar. Pura sorte, porque quase nunca atendo o bendito por ficar sempre no modo silencioso.

Atendi a ligação e a moça se identificou como sendo da AIESEC e perguntou se eu poderia fazer minha entrevista naquele mesmo dia as 21:30 da noite. Putz! Era sexta, eu estava super hiper ultra mega cansada e o que eu mais queria era chegar em casa, tomar um banho, comer e dormir! Mas como isso eu faço todos os dias era adiável e marquei então. Cheguei a perguntar se não havia a possibilidade de ser mais cedo. Entrevista mais cedo, casa mais cedo, sono mais cedo, mas infelizmente, ouvi que só poderia ser aquele horário. Então não hesitei. Presença confirmada.

Mas, como tudo desde o começo foi difícil, dessa vez não poderia ser diferente. Quando cheguei em casa, uma tempestade ameaçava desabar e não deu outra. Chuva forte! Me arrumei, peguei meu guarda-chuva e fui-me embora. No caminho recebo uma ligação. A moça me perguntava se eu já estava chegando, daí eu disse que estava a caminho, mas que só chegaria por volta das 21 já que estava marcada a entrevista para as 21:30 e a moça me diz: não, sua entrevista é as 20:30!

Ah! Não! Só a chuva não era suficiente pra dificultar? Não! Não era. Além da confusão de horários, fui informada que o local também havia mudado. Não seria mais  na ACIEG, e sim na SubWay. Tá! E pra que lado fica isso? Em meio a tantos pontos de referência, e eu sem noção de pra ir, o celular emudece! Era o que me faltava! Acabou a bateria! Com o celular desfalecido na mão, fiquei na rua martelando, pra onde eu deveria ir. E o pior, nem dava mais tempo de correr em casa e consultar meu fiel companheiro Google Maps. Felizmente, não era a bateria e também não descobri o que era. Sei apenas que religuei o aparelho e ele voltou a funcionar. No mesmo instante ele volta a tocar. A moça então continua a tentar me explicar o caminho. Em meio a tantos pontos de referência acabei me lembrando que no dia da dinâmica eu havia visto essa SubWay em algum lugar, só não me lembrava exatamente onde.

Desci então na ACIEG, eu e meu guarda-chuva e caminhamos em direção ao Hotel SanMarino, o último ponto de referência que ouvi durante a ligação. 

Ao chegar no hotel, intuitivamente virei a esquerda e segui. Algo me dizia que era para lá, e finalmente encontrei. Entrei na lanchonete e reconheci um moço que estava na minha dinâmica de grupo. Cheguei então meio perdida, perguntando se era lá mesmo interrompendo a entrevista que estava em andamento.

Sentei e aguardei a minha vez. Logo de cara já gostei da idéia de ser entrevistada por pessoas jovens, mas achei aquilo meio incomum. Eu só havia visto jovens desde que comecei a participar do processo. Será se os superiores, adultos chatos, não se dão ao trabalho de ver quem serão seus novos subordinados?

Tivemos uma conversa descontraída, e vi que meus possíveis futuros superiores seriam pessoas muito agradáveis. Depois de todas as perguntas respondidas, a entrevista foi dada por encerrada e pediram que eu enviasse o meu portfólio o mais rápido possível para os três. Pensei então: Meu Deus! Que vergonha! Até hoje não consegui montar o tal do portfólio!

Mas me comprometi a fazê-lo e enviar na semana seguinte. Depois de muitas tentativas de selecionar trabalhos, não sabia mais por onde começar. Toda vez em que eu tentava, sempre me enrolava toda e deixava pra mais tarde. 

Até que na terça a noite resolvi! Agora só levanto da frente desse computador quando eu terminar. O tempo então foi passando... Meia noite, uma da manhã, duas, três, quatro, cinco... Meu Deus! Eu ainda teria que desenvolver minha pesquisa, pois eu teria orientação da minha monografia no mesmo dia. Resolvi tirar um breve cochilo de uma horinha e voltar com a mão na massa. Liguei no trabalho para saber como estava o meu dia, se havia muita coisa pra eu fazer e ao descobrir que não havia nada urgente não hesitei. Eu não iria ao trabalho e no dia seguinte eu dobraria o expediente e reporia o dia perdido.

Por volta de uma hora da tarde terminei o portfólio e quando estava abrindo minha caixa de e-mails pra enviar o telefone toca. Ótima notícia! Eu havia passado no processo seletivo da AIESEC, mas para efetivar minha entrada eu teria que passar todo fim de semana em uma chácara. Confirmei a minha presença e desliguei o telefone. Imediatamente pensei: Meu Deus! E minha monografia?

Fui pra orientação e meu professor me passou muitas tarefinhas de casa. Passei então a quinta inteira preocupada, pensando se eu iria para a tal chácara largando tudo pra trás, ou se saltaria do trem quase chegando na parada. Resolvi! Foi sempre muito enrolado cumprir as tarefas seletivas e saquei que esse só era mais um empecilhozinho pra me testar. Discovery Day, como chamaram o encontro do fim de semana no e-mail, aí vou eu!


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QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2008
Nova fase, novo blog!
Eu já vinha sentindo essa mudança há vários dias.
Energias indistintas pairavam.
Um ciclo está se encerrando e abrindo espaço para um novo.
E cá estou, cheia de planos e desejos...
Vislumbrando novos horizontes


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DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2008

Parece que o Lenine anda sendo meu guru...

"[...]
A sombra do futuro
a sobra do passado
Assombram a paisagem
[...]
Quando eu olhar pro lado
quero estar cercado só de quem me interessa
[...]
Às vezes eu pressinto
e é como uma saudade 
de um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma minha pressa
Me da sua palavra
Sussurre em meu ouvido
só o que me interessa..."

Ando me sentindo meio amórfica. Posso ser redonda e a qualquer momento me transformar em um quadrado. Posso sair escorrendo por aí feito uma enxurrada... Não sei se isso é bom. Há uma paz em mim, que de tão branca parece ser nada... Branquidão, claridade, vazio. É uma solidão interna onde não consigo encontrar comigo mesma, ao mesmo tempo em que me sinto tão dentro de mim. "A sombra do futuro assombra a paisagem"... Talvez seja a preparação pra o fim de um ciclo que vai se encerrando. Talvez seja isso que me traz toda essa incerteza. Talvez... Talvez, não sei. Talvez não seja... Não importa. O que importa é o que me interessa. Só o que me interessa...

"[...]
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa"
(Lenine - É o que me interessa)

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SEXTA-FEIRA, 26 DE SETEMBRO DE 2008

Crise de existência em pleno dia 26? Estranho... Nem TPM,  nem coração partido (muito menos inteiro). Sem motivo aparente, o que sei é que ando bêbada de pensamento. Novamente aqueles pensamentos sobre futuro... O que será, como será, o que vem depois... Bate um medo incontrolável que logo tento me apegar ao presente, ao que tenho hoje, agora e só. Penso que o resto virá e eu só tenho que esperar... Cada coisa em seu tempo. Como diz Fernanda Takai...
"Tempo mano velho, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio..."

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QUARTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2008

"Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa...
A vida é tão rara!"
(Paciência - Lenine)

Me deu vontade de colocar a letra inteira da música, mas esse pedaço me retrata com mais intensidade. A vida é rara, complexa, interessante, estranha, difícil, prazeirosa, esquisita e muitas outras coisas. E eu só sei que vou levando na valsa, mesmo sem saber dançar. Não gosto de pressa,  não sou rápida e nem quero ser. Quero ser na minha velocidade. A mesma que dizem ser devagar, mesmo eu achando que a dos outros é que é muito rápida.
A vida é tão rara e o tempo não para.
Só espero do mundo um pouco mais de paciência!

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TERÇA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2008

Descansa coração e bate em paz...

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SEGUNDA-FEIRA, 1 DE SETEMBRO DE 2008
Só pra constar, ando extremamente feliz esses dias. Algumas mudanças acontecendo e me pego nesse momento evoluindo, modificando, crescendo...
Mas devo registrar que a última segunda-feira foi excepcionalmente feliz e o melhor de tudo, nada de mais aconteceu. Na verdade aconteceu, mas foram acontecimentos de ordem interna. A felicidade foi só por eu estar viva e por conseguir ficar em paz comigo mesma.
É tão bom quando a gente tem quem ama por perto, nem que o perto seja só no coração. Saudades de muita gente!
Vovó 70! Hoppípolla!